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Só sei o que não quero

“Eu não sei o que quero, só sei o que não quero”. Está é a frase que marcou o célebre filme “Vicky, Cristina, Barcelona” de Woody Allen, produzido em 2008. Nestas férias fui abordado por uma pessoa que me recordou a frase. Não me falou do filme, mas contou-me uma situação que está a viver na empresa onde trabalha.

O Diretor enviou um email a toda a equipa dizendo que o único nome que deve ser indicado às pessoas de fora é o dele. Sejam clientes ou fornecedores, não deve ser divulgado o nome das pessoas que trabalham na empresa a não ser o do diretor. Em seguida, mandou retirar do website da empresa as fotografias de todas a equipa. “Não quero trabalhar mais nesta empresa, ainda não sei para onde vou, mas sei que nesta empresa não quero continuar” – concluiu.

Cristina, a personagem de Woody Allen, repetia esta frase diversas vezes ao longo da história do filme: “Eu não sei o que quero, só sei o que não quero”. A sua atitude é a de deixar o que tem, partir e ir procurar outro lugar e outras pessoas que lhe deem o que procura. Não sabe em concreto o que procura, mas quer algo com sentido, com interesse, que lhe traga desafio e realização.

Nas nossas empresas algumas pessoas podem partir, de facto. Outras podem partir, mesmo ficando. As razões da partida podem ser diversas e pertencer às próprias pessoas e às suas circunstâncias de vida. Mas também podem ser provocadas pelos responsáveis das equipas e das empresas, como era o caso que me relataram. Alguns exemplos desses comportamentos podem ser:

  • Não aceitar, recusando e censurando, todas as iniciativas e ideias.
  • Não cumprir a palavra dada, alterando-a sem justificação.
  • Não delegar, centralizando todas as decisões.
  • Não reconhecer os contributos das pessoas, assumindo todas as realizações.
  • Não dar oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento.
  • Não ser justo nas decisões, preferindo os amigos ou os seus próprios interesses.
  • Não confiar nas capacidades e na vontade das pessoas para trabalhar bem.
  • Não respeitar a privacidade das pessoas, alimentando boatos e maledicências.

Estamos no retorno das férias e no início de um dos mais intensos períodos de negócio como são os últimos meses do ano em grande número de empresas. Valorizar as pessoas é, com toda a certeza, a via mais eficaz para obter maior retorno financeiro dos investimentos efetuados.

Artigo escrito por Nuno Queiroz de Andrade

29 de Março, 2019

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