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Papagaios de papel

“Não pedi a sua opinião”. “Esse assunto agora não interessa”. “Eu sabia que você não iria conseguir”. “Aguente-se aí atrás da secretária”. Talvez alguns de nós já tenhamos ouvido estas frases ou outras parecidas, quer possam ter sido dirigidas a nós ou a outros. Mas todos sabemos quais as suas consequências imediatas nas pessoas com quem trabalhamos.

Na realidade, a pressão do dia-a-dia e as suas inúmeras solicitações a que é preciso responder podem levar algumas pessoas a pronunciar palavras sem antecipar as suas consequências negativas. Depois, ficamos à beira do abismo e dificilmente podemos voltar atrás. Porque as pessoas que assumem estas posições deixam de poder controlar o que acontece a seguir. As pessoas que ouvem vão ficando paradas, sem iniciativa nem criatividade, sem vontade de colaborar e de dar o seu melhor, numa palavra: desmotivadas.

Este é um dos piores danos que podemos causar nas empresas: desvitalizá-las, retirando-lhes a energia, o dinamismo e o compromisso que as pessoas sentem quando estão empenhadas com o seu trabalho, as tarefas que realizam e os projetos que fazem as coisas acontecer.

A época de férias que se aproxima trás a possibilidade de criarmos distância da rotina diária e aumentarmos a capacidade de análise, ganhando objetividade e força para mudar o que deve ser mudado. Mudar começando por nós próprios, pelo nosso interior, pelos nossos pensamentos que condicionam a forma como agimos. Esta pode ser uma boa proposta para cumprir nas férias.

Não é fácil motivar as pessoas mas é muito fácil desmotivá-las. Por vezes, bastam algumas palavras ditas de forma inadequada ou no momento errado. Os responsáveis das empresas são, também, gestores de motivação, da energia anímica que move as pessoas e mobiliza as suas capacidades e competências. Também nós precisamos de vontade, de energia e de ânimo, para abordarmos as diversas situações pela positiva, criando um contexto impulsionador da ação das pessoas. Deixo uma proposta: aproveitar o verão para lançarmos papagaios de papel. Depois das férias voltamos a conversar sobre este assunto.

Artigo escrito por Nuno Queiroz de Andrade

29 de Março, 2019

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